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	<title>Ergonomia das Aplicações Multimédia 11</title>
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	<description>CJCC Comunicação Multimédia 4º Ano Universidade do Porto</description>
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		<title>Ergonomia das Aplicações Multimédia 11</title>
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		<title>Um início de carreira que é um corte transversal a toda a largura das disciplinas da mediação de conteúdos em espaços interactivos</title>
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		<pubDate>Sun, 21 May 2006 15:11:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ergonomiaam11</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A. S. atravessou o design de interac&#231;&#227;o em toda a sua extens&#227;o desde o trabalho sobre narrativa n&#227;o-linear no quarto ano da faculdade at&#233; ao interface das aplica&#231;&#245;es de alto-risco que actualmente desenvolve. &#160; &#201; por ter navegado com seguran&#231;a de um extremo ao outro do espectro do design de interac&#231;&#227;o que o in&#237;cio de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ergonomiaam11.wordpress.com&amp;blog=141775&amp;post=12&amp;subd=ergonomiaam11&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">A. S. atravessou o design de interac&ccedil;&atilde;o em toda a sua extens&atilde;o desde o trabalho sobre narrativa n&atilde;o-linear no quarto ano da faculdade at&eacute; ao interface das aplica&ccedil;&otilde;es de alto-risco que actualmente desenvolve.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">&Eacute; por ter navegado com seguran&ccedil;a de um extremo ao outro do espectro do design de interac&ccedil;&atilde;o que o in&iacute;cio de carreira desta Designer de forma&ccedil;&atilde;o se torna relevante para as disciplinas relacionadas com a media&ccedil;&atilde;o. A. S. migrou do dom&iacute;nio do Design para o da Media&ccedil;&atilde;o e Conte&uacute;dos sem se perder no processo. O seu esfor&ccedil;o de se reinventar disciplinarmente, embora mais ou menos desligado de condicionalismos acad&eacute;micos (A. S. &eacute; afinal designer de Interac&ccedil;&atilde;o autodidacta) tem uma s&eacute;rie de implica&ccedil;&otilde;es para a natureza do of&iacute;cio emergente do design de espa&ccedil;os da interac&ccedil;&atilde;o completamente independente do design gr&aacute;fico sem no entanto o dispensar enquanto fonte de interc&acirc;mbios. Passemos ent&atilde;o a identificar as regi&otilde;es do espa&ccedil;o disciplinar da media&ccedil;&atilde;o que Andreia Sousa tocou at&eacute; chegar &agrave; sua posi&ccedil;&atilde;o actual.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">O Projecto sobre Narrativa N&atilde;o-Linear que A. S. completou no 4&ordm; ano da licenciatura pela FBAUP cont&eacute;m uma quest&atilde;o fundamental que atravessa todo o trabalho que A. S. desenvolveu desde ent&atilde;o, ou, pondo as coisas de outra maneira, permeia toda a quest&atilde;o do Design de Espa&ccedil;os de Interac&ccedil;&atilde;o uma vez que, como j&aacute; se referiu acima, os projectos de A. S. funcionam como um corte transversal das disciplinas da media&ccedil;&atilde;o, permitindo-nos ver o que est&aacute; l&aacute; dentro, o que faz mexer o Design de Interac&ccedil;&atilde;o. A tal quest&atilde;o fundamental reside na narrativa. A narrativa linear<i> versus</i> a narrativa n&atilde;o-linear, que &eacute; afinal o que a Academia prop&ocirc;s a A. S. explorar com o primeiro projecto que nos apresentou. Mas a oposi&ccedil;&atilde;o entre linear e n&atilde;o-linear &eacute; meramente superficial. Encerra a quest&atilde;o fundamental que &eacute; ao mesmo tempo princ&iacute;pio e fim quer da carreira como designer da interac&ccedil;&atilde;o autodidacta quer da disciplina da media&ccedil;&atilde;o e do interface, mas n&atilde;o a esgota. Para chegar ao fundo da quest&atilde;o, &eacute; preciso distinguir entre o que &eacute; realmente digital e o que &eacute; realmente anal&oacute;gico, ou melhor, entre o que &eacute; genuinamente digital no conte&uacute;do e na forma e aquilo que, embora seja digital na forma, &eacute; pensado e consumido enquanto medium anal&oacute;gico.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">Para o projecto da licenciatura, A. S. inspirou-se nas colagens hipertextuais que William S. Burroughs realizava colando e misturando (<i>splicing)</i> loops de fita magn&eacute;tica audio. &Agrave; partida, aparentaria que o sistema &eacute; inteiramente digital, em todas as dimens&otilde;es e vertentes que se queira tomar em considera&ccedil;&atilde;o. O utilizador depara-se com uma forma de codificar texto que possui uma estrutura rizom&aacute;tica. As fronteiras entre os m&eacute;dia utilizados s&atilde;o tornadas inconsequentes &ndash; n&atilde;o importa se se utiliza audio, v&iacute;deo ou texto. Este rizoma multim&eacute;dia &eacute; aparentemente infinitamente expans&iacute;vel mas n&atilde;o possui centro definido. O input &eacute; de natureza hipertextual. O output, esse, &eacute; textual. Trata-se de uma esp&eacute;cie de <i>log</i> da entrada e sa&iacute;da de elementos textuais na composi&ccedil;&atilde;o. E &eacute; aqui que termina o car&aacute;cter digital da aplica&ccedil;&atilde;o. Para se ter uma composi&ccedil;&atilde;o genuinamente hiperm&eacute;dia, ter-se-ia que preservar uma das caracter&iacute;sticas fundamentais do digital, que &eacute; a replicabilidade ao infinito. O digital n&atilde;o tem que ser Interactivo mas tem que ser Iterativo. Ora, os elementos textuais que A. S. p&otilde;e &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do utilizador s&oacute; podem ter uma &uacute;nica itera&ccedil;&atilde;o; s&oacute; possuem dois estados &ndash; on e off. O registo que a aplica&ccedil;&atilde;o constr&oacute;i s&oacute; reconhece estes dois estados. Temos ent&atilde;o input hipertextual mas um output que &eacute;, em termos de estrutura do conhecimento, anal&oacute;gico e textual (inclusivamente monom&eacute;dia), embora em termos de forma seja plenamente digital e hipertextual. Isto torna este primeiro trabalho de A. S. extremamente significativo, porque ilustra como se pode ter todos os meios digitais e chegar a um sistema de feedback para o utilizador que &eacute; anal&oacute;gico no tipo de conte&uacute;do que dele resulta, embora a t&eacute;cnica utilizada seja digital. Andreia Sousa criou um sistema de media&ccedil;&atilde;o inclusivo , ou seja, em que o utilizador cola o seu nome na colagem de metadados que s&atilde;o o resultado final de utilizar a aplica&ccedil;&atilde;o. O utilizador n&atilde;o s&oacute; &eacute; actor, &eacute; ele pr&oacute;prio um medium para a composi&ccedil;&atilde;o da mensagem hiperm&eacute;dia. Mas ao limitar o conte&uacute;do a dois estados e a uma itera&ccedil;&atilde;o &uacute;nica no interior da mensagem torna a estrutura finita. A aplica&ccedil;&atilde;o tem uma estrutura rizom&aacute;tica no sentido em que n&atilde;o h&aacute; um centro definido a partir do qual a composi&ccedil;&atilde;o hiperm&eacute;dia se expande, mas n&atilde;o &eacute; inteiramente rizom&aacute;tica no sentido em que &eacute; uma estrutura finita, limitada pelo n&uacute;mero total de elementos do l&eacute;xico hipertextual posto &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do utilizador.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">Esta fractura entre o que &eacute; inteiramente digital e o digital que &eacute; o anal&oacute;gico por meios digitais desaparece no trabalho de di&aacute;logo generativo que desenvolveu em 2004 antes de ser convidada para o SWAP. A c&acirc;mara por cima do palco regista as coordenadas dos movimentos do utilizador. Um operador ao teclado nos bastidores modifica o tipo de input, que a aplica&ccedil;&atilde;o generativa combina e recombina em output gr&aacute;fico. &Eacute; uma m&aacute;quina de desenhar, digital, hipertextual e multim&eacute;dia. Aqui n&atilde;o h&aacute; fracturas nem anal&oacute;gico por meios digitais.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">Ora, o mesmo n&atilde;o se pode dizer do SWAP, embora &agrave; partida pare&ccedil;a em tudo semelhante ao di&aacute;logo generativo que A. S. j&aacute; havia feito. A. S. participa no SWAP como observadora e nota logo uma diferen&ccedil;a fundamental relativamente ao seu projecto anterior: h&aacute; uma coreaografia. O bailarino respons&aacute;vel pelo input do movimento n&atilde;o reage ao input do gerador de part&iacute;culas, segue uma sequ&ecirc;ncia de movimentos pr&eacute;-determinados &ndash; uma coreografia, que est&aacute; l&aacute; para ser igualmente seguida pelos operadores que gerem o banho de part&iacute;culas que recorta a silhueta do bailarino no fundo projectado. Est&aacute; l&aacute; a media&ccedil;&atilde;o enquanto condi&ccedil;&atilde;o do multim&eacute;dia. Tornar o utilizador da aplica&ccedil;&atilde;o agente (ou actor) do espa&ccedil;o interactivo aproxima o SWAP da express&atilde;o hipertextual genu&iacute;na. Prender o hiperm&eacute;dia a uma coreografia afasta o SWAP de tudo aquilo que seja digital e de tudo aquilo que &eacute; hipertexto. O digital pode ser programado mas n&atilde;o pode se ensaiado. No digital h&aacute; interac&ccedil;&atilde;o de elementos segundo um conjunto de regras pr&eacute;-definidas, mas nunca h&aacute; o falsear dessa interac&ccedil;&atilde;o segundo um plano pr&eacute;-determinado. A coreografia esvazia as regras de significado. E a exist&ecirc;ncia de regras &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o do digital.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">O design de espa&ccedil;os de intera&ccedil;&atilde;o para o projecto actual de A.S. est&aacute; no outro extremo do di&aacute;logo generativo de 2004 em termos de objectivos da interac&ccedil;&atilde;o e natureza da usabilidade. Os Di&aacute;logos Generativos n&atilde;o pretendiam maximizar a usabilidade mas sim potenciar a explora&ccedil;&atilde;o. Todo o sistema de interac&ccedil;&atilde;o convidava o utilizador a testar os seus limites enquanto agente da aplica&ccedil;&atilde;o, a assumir o papel de agente/actor da encena&ccedil;&atilde;o hipertextual. No projecto actual, o facto de o utilizador ser agente de todo o processo &eacute; um dado adquirido &ndash; ele &eacute; m&eacute;dico, enfermeiro, pessoal admnistrativo ou paciente. Algu&eacute;m que j&aacute; sabe que &eacute; crucial ser parte do processo da interac&ccedil;&atilde;o. &Eacute; por isso que a aplica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o perde tempo com o explora&ccedil;&atilde;o, com a sedu&ccedil;&atilde;o sensorial do utilizador. Puro paradigma de <i>information retrieval</i>. Aplica&ccedil;&atilde;o de alto risco, no extremo oposto do espectro do design de espa&ccedil;os da intera&ccedil;&atilde;o do Di&aacute;logo Generativo com o bailarino, a c&acirc;mara, o teclado e o projector. Aqui &eacute; a unidade de sa&uacute;de, org&acirc;nica, que &eacute; quase diametralmente oposta ao palco porque aqui n&atilde;o h&aacute; ensaios (o virtual de Pierre L&egrave;vy?), h&aacute; sim caos controlado na medida do poss&iacute;vel (o real de Pierre L&egrave;vy?).</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ergonomiaam11.wordpress.com/12/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ergonomiaam11.wordpress.com/12/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ergonomiaam11.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ergonomiaam11.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ergonomiaam11.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ergonomiaam11.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ergonomiaam11.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ergonomiaam11.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ergonomiaam11.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ergonomiaam11.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ergonomiaam11.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ergonomiaam11.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ergonomiaam11.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ergonomiaam11.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ergonomiaam11.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ergonomiaam11.wordpress.com/12/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ergonomiaam11.wordpress.com&amp;blog=141775&amp;post=12&amp;subd=ergonomiaam11&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Teatro como INEVITABILIDADE do pensar as linguagens de mediação</title>
		<link>http://ergonomiaam11.wordpress.com/2006/04/24/o-teatro-como-inevitabilidade-do-pensar-as-linguagens-de-mediacao/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Apr 2006 15:18:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ergonomiaam11</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artmuseum.net/w2vr/timeline/Wagner.html">http://www.artmuseum.net/w2vr/timeline/Wagner.html</a></p>
<p>&nbsp;Wagner &eacute; Multim&eacute;dia. Alinhar o actor, o palco, a encena&ccedil;&atilde;o e o p&uacute;blico -&nbsp; a identidade do receptor da mensagem e tudo o que ele &eacute;, foi e alguma vez ser&aacute; &#8211; numa s&oacute; gigantesca frente de ataque sensorial &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o como fen&oacute;meno civilizacional total n&atilde;o &eacute; algo que come&ccedil;a com Brenda Laurel a cruzar Arist&oacute;teles com Stanislavsky: &eacute; sim&nbsp;o Multim&eacute;dia nativo, o Multim&eacute;dia que precede o advento do digital. &nbsp;</p>
<p>J.J. Gibson, na sua abordagem ecol&oacute;gica &agrave; Percep&ccedil;&atilde;o, estabelece que a percep&ccedil;&atilde;o &eacute; activa. Sendo assim, &eacute; inevit&aacute;vel que o indiv&iacute;duo isolado na audi&ecirc;ncia, perante o palco, seja ele tamb&eacute;m actor. Ou, para contornarmos melhor as vicissitudes da sem&acirc;ntica, seja agente de percep&ccedil;&atilde;o; percep&ccedil;&atilde;o essa de que tamb&eacute;m s&atilde;o agentes o actor e a encena&ccedil;&atilde;o. Temos assim, desde Wagner as linguagens de media&ccedil;&atilde;o &#8211; &nbsp;o pensar Multim&eacute;dia na encruzilhada do espa&ccedil;o Euclidiano e do espa&ccedil;o Gestaltiano como um cont&iacute;nuo emotivo indivis&iacute;vel. N&atilde;o &eacute; por acaso que uma das encarna&ccedil;&otilde;es&nbsp;do Lugar antropol&oacute;gico de Aug&eacute;&nbsp;se encontra&nbsp;numa das tradu&ccedil;&otilde;es de &quot;lugar&quot; para ingl&ecirc;s &#8211; <em>site</em>! O site tal como o encontramos na web &eacute; um espa&ccedil;o antropol&oacute;gico. O digital &eacute; na sua g&eacute;nese um equipamento de arquitectura c&eacute;nica, muito antes de Brenda Laurel ou C.J. Overbeeke pegarem nele e lhe aplicarem o m&eacute;todo de Stanislavsky ou a Percep&ccedil;&atilde;o segundo Gibson ou o pr&oacute;prio conceito de <em>affordance</em> tal como o entende Donald Norman com tudo o que implica de <em>adaptive design</em>.</p>
<p>&nbsp;O que Brenda Laurel traz de verdadeiramente de novo &agrave; discuss&atilde;o de o que &eacute; o Multim&eacute;dia &eacute; a forma como sistematiza &quot;o computador enquanto encena&ccedil;&atilde;o&quot;.&nbsp;Apercebe-se da escalabilidade da media&ccedil;&atilde;o &#8211; Pequeno, M&eacute;dio e Grande Campo de Ac&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Laurel segue numa direc&ccedil;&atilde;o em tudo an&aacute;loga ao &quot;actual&quot; e &quot;real&quot; de Pierre L&egrave;vy &#8211; fala-nos de Frequ&ecirc;ncia, Alcance e Significado, o que perfilha o receptor da mensagem Multim&eacute;dia como <strong>Potencial</strong> actor. &Eacute; no reconhecimento do reino da possibilidade como condi&ccedil;&atilde;o para a media&ccedil;&atilde;o que a abordagem de Brenda Laurel se aproxima de L&egrave;vy, tanto mais que o espa&ccedil;o, f&iacute;sico e emocional, j&aacute; podem desde h&aacute; 40 anos ser tomados por garantido (desde as instala&ccedil;&otilde;es-v&iacute;deo e do p&oacute;s-modernismo), restando apenas ent&atilde;o apurar o que h&aacute; de potencial no cont&iacute;nuo da encena&ccedil;&atilde;o-percep&ccedil;&atilde;o multim&eacute;dia.</p>
<p>O Pensamento &eacute; o output da Linguagem e n&atilde;o vice-versa, embora seja a sua causa formal. Sobra o Padr&atilde;o e o Espect&aacute;culo. O Padr&atilde;o &eacute; condi&ccedil;&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o segundo Gibson. J&aacute; l&aacute; est&aacute;. &Eacute; anterior ao desenrolar do Multim&eacute;dia Wagneriano. <em>A priori</em> do Multim&eacute;dia.&nbsp;O Espect&aacute;culo pertence ao biomecanicismo de Meyerhold. &Eacute; um <em>a posteriori</em> necessariamente t&eacute;cnico e t&eacute;cnl&oacute;gico. &Eacute; este o papel desempenhado primeiro pelo v&iacute;deo e depois pelo computador. A media&ccedil;&atilde;o s&oacute; se vai concretizar quando o aspecto tecnol&oacute;gico tornam o espa&ccedil;o inevit&aacute;vel. A instala&ccedil;&atilde;o para o v&iacute;deo. O site e a aplica&ccedil;&atilde;o e os novos paradigmas de intera&ccedil;&atilde;o e o <em>put-that-there</em> e as <em>affordances</em> de Norman para o computador. E o espa&ccedil;o &eacute; transmutado em lugar c&eacute;nico.</p>
<p><em>Computer as Theatre</em> &eacute; inevit&aacute;vel. Guiar as idiossincracias da audi&ecirc;ncia at&eacute; &agrave; fonte do design dos espa&ccedil;os &eacute; o desafio dos encenadores do digital, uma vez que na raiz da percep&ccedil;&atilde;o segundo Gibson j&aacute; est&aacute;&nbsp;assegurado que a percep&ccedil;&atilde;o &eacute;&nbsp;participa&ccedil;&atilde;o e&nbsp;a audi&ecirc;ncia &eacute;&nbsp;agente da obra sensorial, desde a instala&ccedil;&atilde;o v&iacute;deo ou multim&eacute;dia ao mais &nbsp;prosaico dos websites. Nas liguagens de media&ccedil;&atilde;o o palco sempre esteve l&aacute;. Como reestruturar esse palco, essa encena&ccedil;&atilde;o para o &ecirc;nfase passar dos constrangimentos do palco-computador e do interface-actor para o reino da possibilidade do espectador-agente &eacute; o desafio.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ergonomiaam11.wordpress.com/11/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ergonomiaam11.wordpress.com/11/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ergonomiaam11.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ergonomiaam11.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ergonomiaam11.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ergonomiaam11.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ergonomiaam11.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ergonomiaam11.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ergonomiaam11.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ergonomiaam11.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ergonomiaam11.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ergonomiaam11.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ergonomiaam11.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ergonomiaam11.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ergonomiaam11.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ergonomiaam11.wordpress.com/11/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ergonomiaam11.wordpress.com&amp;blog=141775&amp;post=11&amp;subd=ergonomiaam11&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Deisgn Emotivo? Então e o Virtual?</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Apr 2006 15:32:43 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; O que torna pertinente a abordagem de Donald Norman a tudo aquilo que vai para al&#233;m da usabilidade pura e dura no Design &#233; que essa abordagem &#233; axion&#243;mica e estruturada quando at&#233; agora a rela&#231;&#227;o entre o que &#233; atraente e o que &#233; funcional era considerado o intang&#237;vel do Design (a teoria [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ergonomiaam11.wordpress.com&amp;blog=141775&amp;post=10&amp;subd=ergonomiaam11&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">O que torna pertinente a abordagem de Donald Norman a tudo aquilo que vai para al&eacute;m da usabilidade pura e dura no Design &eacute; que essa abordagem &eacute; axion&oacute;mica e estruturada quando at&eacute; agora a rela&ccedil;&atilde;o entre o que &eacute; atraente e o que &eacute; funcional era considerado o intang&iacute;vel do Design (a teoria &ldquo;m&iacute;stica&rdquo; da est&eacute;tica de Herbert Read).</p>
<p class="MsoNormal">A abordagem axion&oacute;mica de Donald Norman &eacute; extremamente robusta porque cruza um eixo transdisciplinar com um eixo temporal; ou seja, a interac&ccedil;&atilde;o desenvolve-se ao longo do tempo mas igualmente atrav&eacute;s das disciplinas da Interac&ccedil;&atilde;o Homem-M&aacute;quina, da Biologia, da Psicologia e, em particular, da Neurologia. <i>O Erro de Descartes</i> de A. Dam&aacute;sio permite a Norman justificar a emotividade como legitima&ccedil;&atilde;o do Design enquanto disciplina e s&atilde;o os pr&oacute;prios estudos de Norman juntamente com A. Ortony e W. Revelle sobre a emotividade que lhe permitem propor o design como o cruzamento de tr&ecirc;s n&iacute;veis de experiencia&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica &ndash; visceral, comportamental e reflectido &ndash; e dois momentos &ndash; o &ldquo;agora&rdquo; visceral e comportamental e o &ldquo;duradouro&rdquo; do n&iacute;vel reflectido de experiencia&ccedil;&atilde;o. Donald Norman n&atilde;o esquece ainda de relacionar estados de alerta enra&iacute;zados em sistemas de sobreviv&ecirc;ncia primordiais com a disponibilidade do utilizador para ser direccionado secamente aos funcionalismos ou para surfar distraidamente as paisagens do uso. Norman refor&ccedil;a tudo isto com a no&ccedil;&atilde;o de que as rela&ccedil;&otilde;es que estabelecemos com os &ldquo;nossos&rdquo; objectos definem a nossa identidade e auto-imagem (experi&ecirc;ncia j&aacute; reflectida), de que a usabilidade se esgota no design comportamental e de que a esteticidade do objecto faz parte da aprecia&ccedil;&atilde;o visceral que dele fazemos na medida da nossa biologia, do gestaltismo. H&aacute; ainda espa&ccedil;o para falar do fluxo de M. Csikszentmihalyi entendido como o estado em que n&atilde;o se sabe onde o objecto da usabilidade termina e o utilizador come&ccedil;a.</p>
<p class="MsoNormal">Eu n&atilde;o vejo mal nesta abordagem e acho que &eacute; v&aacute;lida no contexto no design de sistemas de interac&ccedil;&atilde;o.</p>
<p class="MsoNormal">Onde eu acho que Donald Norman se torna algo desastrado em &ldquo;Emotional Design&rdquo; por compara&ccedil;&atilde;o a um Pierre L&egrave;vy em &ldquo;O que &eacute; o Virtual&rdquo; (embora os livros tenham &acirc;mbitos diferentes ambos s&atilde;o relevantes para a rela&ccedil;&atilde;o entre homem e sistema de interac&ccedil;&atilde;o) &eacute; quando Norman tenta adicionar um terceiro eixo de mem&oacute;ria aos dois j&aacute; estabelecidos da neuropsicologia da interac&ccedil;&atilde;o (visceral, comportamental e reflectido) e da temporalidade (experi&ecirc;ncia moment&acirc;nea e experi&ecirc;ncia duradoira) perde-se.</p>
<p class="MsoNormal">Norman fala-nos da afectividade das pessoas pelos objectos num tom de <i>fait divers</i>: refere que h&aacute; uma grande riqueza emocional escondida no kitsch dos souvernirs pirosos de monumentos locais e conta-nos a anedota das suas chaleiras no pr&oacute;logo. Desde que estabelece que a afectividade nunca pode ser posta de parte quando se fala em design passa a coisas maiores no livro, ocupa-se do seu tratado axiol&oacute;gico e deixa-nos com o facto indiscut&iacute;vel de que nos apegamos aos objectos, palp&aacute;veis ou digitais. Norman toca em conceitos importantes como a no&ccedil;&atilde;o de identidade, de como os objectos formatam e reformatam m&uacute;ltiplas personalidades no utilizador, de como a consist&ecirc;ncia no uso permite a exist&ecirc;ncia dessas m&uacute;ltiplas personalidades, mas nota-se que &eacute; uma abordagem for&ccedil;ada, de que o &acirc;ngulo atrav&eacute;s do qual tenta aceder a estas quest&otilde;es &eacute; demasiado inclinado, que a abordagem axiol&oacute;gica tal como &eacute; estabelecida em &ldquo;Emotional Design&rdquo; n&atilde;o consegue esgotar completamente como &eacute; que o objecto encontra no utilizador uma personalidade e uma mem&oacute;ria. Quer-me parecer que uma distin&ccedil;&atilde;o entre poss&iacute;vel e prov&aacute;vel (actual e virtual na tradu&ccedil;&atilde;o portuguesa do livro), entre real e virtual talvez fosse mais capaz de fixar o que se passa entre as pessoas e os objectos dos quais fazem uso, ao passo que o &ldquo;Emotional Design&rdquo; de Norman serve mais como uma bofetada nos Designers desse mundo fora, para os p&ocirc;r a fazer desde cedo o utilizador usufruir do conte&uacute;do em vez de ter que aprender a ultrapassar as limita&ccedil;&otilde;es da forma. Com o livro de Norman a est&eacute;tica torna-se uma fun&ccedil;&atilde;o da biologia da interac&ccedil;&atilde;o, a usabilidade um fruto da press&atilde;o social e o prazer intelectual que perdura na interac&ccedil;&atilde;o, e os objectos tornam-se fun&ccedil;&otilde;es da mem&oacute;ria personalidade do utilizador. Mas ent&atilde;o os princ&iacute;pios do design representados nas chaleiras de Norman s&atilde;o aplic&aacute;veis assim, sem mais nem menos, ao Design de GUIs (que o pr&oacute;prio Norman refere como influ&ecirc;ncia). O que dizer da passagem de estados da mem&oacute;ria e da identidade do palp&aacute;vel ao digital?</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ergonomiaam11.wordpress.com/10/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ergonomiaam11.wordpress.com/10/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ergonomiaam11.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ergonomiaam11.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ergonomiaam11.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ergonomiaam11.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ergonomiaam11.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ergonomiaam11.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ergonomiaam11.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ergonomiaam11.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ergonomiaam11.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ergonomiaam11.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ergonomiaam11.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ergonomiaam11.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ergonomiaam11.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ergonomiaam11.wordpress.com/10/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ergonomiaam11.wordpress.com&amp;blog=141775&amp;post=10&amp;subd=ergonomiaam11&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Directivas de Acessibilidade para Idosos</title>
		<link>http://ergonomiaam11.wordpress.com/2006/03/27/directivas-de-acessibilidade-para-idosos/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Mar 2006 16:52:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ergonomiaam11</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A condi&#231;&#227;o para uma web inclusiva reside em tudo aquilo que &#233; objectivamente m&#233;todo do Design de Interac&#231;&#227;o enquanto disciplina. E para que haja m&#233;todo, h&#225; que definir directivas. S&#243; assim pode haver um sentido para o design inclusivo. E &#233; por isso que n&#227;o faz sentido falar-se de acessibilidade sem se falar em checklists. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ergonomiaam11.wordpress.com&amp;blog=141775&amp;post=9&amp;subd=ergonomiaam11&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A condi&ccedil;&atilde;o para uma web inclusiva reside em tudo aquilo que &eacute; objectivamente <b>m&eacute;todo</b> do Design de Interac&ccedil;&atilde;o enquanto disciplina. E para que haja m&eacute;todo, h&aacute; que definir directivas. S&oacute; assim pode haver um sentido para o design inclusivo. E &eacute; por isso que n&atilde;o faz sentido falar-se de acessibilidade sem se falar em <i>checklists</i>. O Design da Interac&ccedil;&atilde;o p&ocirc;de confortavelmente adaptar directivas do design de objectos do dia-a-dia. A praxis do webdesign concretizou algumas garantias para o utilizador m&eacute;dio. No tocante aos utilizadores com necessidades especiais, nomeadamente de defici&ecirc;ncia viusal, motora, mental, etc., etc. h&aacute; legisla&ccedil;&atilde;o pura e dura que pode ancorar o design inclusivo. mas o problema &eacute; o meio-termo. H&aacute; utilizadores que, embora n&atilde;o tenham necessidades especiais tal como s&atilde;o definidas por um qualquer estatuto legal, n&atilde;o se inscrevem no perfil do m&eacute;dio internauta robusto.</p>
<p>Esse meio-termo entre o utilizador mais ortodoxo e o utilizador com necessidades especiais &eacute; o utilizador idoso. Muitas vezes em Design da Interac&ccedil;&atilde;o trata-se os idosos como um grupo de pessoas com defici&ecirc;ncia, ou seja, um tipo de utilizador rigidamente definido e homog&eacute;neo numa s&eacute;rie de caracter&iacute;sticas &agrave; volta das quais se formula todo um design que pretende ser inclusivo.</p>
<p>Durante o processo de desenvolvimento de uma checklist para a avalia&ccedil;&atilde;o da acessibilidade para utilizadores idosos, M. Barros de Sales e W. de Abreu Cybis reconhecem o universo dos utilizadores idosos como um grupo heterog&eacute;neo. Em, vez de tratarem a idade mais ou menos avan&ccedil;ada como se fosse uma forma de defici&ecirc;ncia e fazerem um apanhado de formas de contornar aspectos fisiol&oacute;gicos do envelhecimento &#8211; perda de vis&atilde;o, perda de audi&ccedil;&atilde;o, problemas cognitivos, etc &#8211; Sales e Cybis atacam quest&otilde;es tais como as val&ecirc;ncias emocionais do utilizador idoso (falta de auto-estima) e a sua situa&ccedil;&atilde;o psicossociol&aacute;gica (situa&ccedil;&atilde;o de reformado, afastamento da fam&iacute;lia. Tudo isto claro, sem perder de vista as condicionantes f&iacute;sicas &agrave; interac&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>At&eacute; Barros de Sales e Abreu Cybis aplicava-ser &agrave; interac&ccedil;&atilde;o por idosos normas universais de acessibilidade com uma ou outra excep&ccedil;&atilde;o para ter em conta aspectos f&iacute;sicos do envelhecimento. &Eacute; sem d&uacute;vida um grande passo no Design Inclusivo ou Acessibilidade o facto de haver uma checklist para a interac&ccedil;&atilde;o constru&iacute;da de raiz para idosos.</p>
<p><b>OBSERVA&Ccedil;&Otilde;ES RLEATIVAMENTE &Agrave;S DIRECTIVAS DE ACESSIBILIDADE PARA IDOSOS</b><b> &#8211; ELEMENTOS DE QUE DISCORDO</b><br />
COMPATIBILIDADE.  Criar redund&acirc;ncias no canal parece-me crucial para assegurar que o utilizador recebe a mensagem independentemente das condi&ccedil;&otilde;es de recep&ccedil;&atilde;o. No entanto, parece-me que pode suceder o utilizador ficar confundido por causa da redund&acirc;ncia e pensar que est&aacute; a receber duas mensagens distintas em canais diferentes em vez da mesma mensagem dobrada. Um utilizador que ainda n&atilde;o esta muito bem familizarizado com a fun&ccedil;&atilde;o de uma tooltip pode pensar tem uma fun&ccedil;&atilde;o ou mensagem independente do bot&atilde;o ou imagem a que est&aacute; associada. A Compatibilidade pode facilmente converter-se em ru&iacute;do no canal. &Eacute; importante n&atilde;o ser condescente para com o utilizador idoso.</p>
<p>FLEXIBILIDADE: Existe o risco de sobrecarga sensorial (o utilizador idoso pode dissociar a legenda do conte&uacute;do AV e ficar desorientado).</p>
<p>CONTROLO DO UTILIZADOR: Seria desej&aacute;vel, at&eacute; certo ponto, &quot;educar&quot; os idosos para a estrutura&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-linear do hipertexto por oposi&ccedil;&atilde;o ao texto linear a que est&atilde;o habituados desde j&aacute; d&eacute;cadas, sem preju&iacute;zo para as recomenda&ccedil;&otilde;es deste artigo. Educar o idoso para o hipertexto seria uma forma de diminuir o fosso entre os tecno-favorecidos e os tecno-desfavorecidos.</p>
<p>CONSIST&Ecirc;NCIA: &Eacute; oportuno que, sem preju&iacute;zo para o crit&eacute;rio de consist&ecirc;ncia, as p&aacute;ginas ainda assim se distingam nitidamente umas das outras por forma a que idosos com problemas de mem&oacute;ria a curto-prazo n&atilde;o confundam umas p&aacute;ginas com outras.<br />
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<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ergonomiaam11.wordpress.com/9/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ergonomiaam11.wordpress.com/9/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ergonomiaam11.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ergonomiaam11.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ergonomiaam11.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ergonomiaam11.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ergonomiaam11.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ergonomiaam11.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ergonomiaam11.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ergonomiaam11.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ergonomiaam11.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ergonomiaam11.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ergonomiaam11.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ergonomiaam11.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ergonomiaam11.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ergonomiaam11.wordpress.com/9/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ergonomiaam11.wordpress.com&amp;blog=141775&amp;post=9&amp;subd=ergonomiaam11&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>GUARDIAN.CO.UK Análise Heurística segundo princípios de Nielsen e Molich</title>
		<link>http://ergonomiaam11.wordpress.com/2006/03/22/guardiancouk-analise-heuristica-segundo-principios-de-nielsen-e-molich/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Mar 2006 00:03:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ergonomiaam11</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Análise do site www.guardian.co.uk com base nas heurísticas Nielsen-Molich revistas por D. Lavery, G.Cockton e M. Atkinson. 1. 1.1 Conformance Question &#8211; Are users kept informed about system progress with appropriate feedback within reasonable time? -Dentro dos limites do razoável dada a função e tipologia do sistema. 1.2 Evidence of Conformance &#8211; Subdivisão do site [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ergonomiaam11.wordpress.com&amp;blog=141775&amp;post=8&amp;subd=ergonomiaam11&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Análise do site www.guardian.co.uk com base nas heurísticas Nielsen-Molich revistas por D. Lavery, G.Cockton e M. Atkinson.</p>
<p>1.</p>
<p><i>1.1 Conformance Question &#8211; Are users kept informed about system progress with appropriate feedback within<br />
reasonable time?</i> -Dentro dos limites do razoável dada a função e tipologia do sistema.</p>
<p><i>1.2 Evidence of Conformance</i> &#8211; Subdivisão do site principal Guardian Unlimited numa série de Subsites delega tarefas de interação e dá a cada subsite a sua própria identidade gráfica, o que torna perfeitamente claro para o utilizador em que parte do Guardian Online se encontra.</p>
<p><i>1.3 Motivation</i> &#8211; Dada a tipologia do sistema e os objectivos propostos de dar ao utilizador o que ele está à espera num site do género, cumpre-se meramente a questão da robustez característica do Guardian Unlimited na visualização do estado do utilizador.</p>
<p>2.</p>
<p><i>2.1 Conformance Question &#8211; Does the system use concepts and language familiar to the user rather than system-oriented<br />
terms? Does the system use real-world conventions and display information<br />
in a natural and logical order? &#8211; </i>Sim. Está Razoável</p>
<p><i>2.2 Evidence of Conformance</i> &#8211; Uso da metáfora das secções de um jornal na subdivisão em sites.</p>
<p><i>2.3 Motivation</i>- Um site que tenta reforçar o prestígio da edição em papel do Guardian não pode supreender o utilizador. Tudo tem que ser claro e nítido. Daí a redução ao máximo da curva da aprendizagem e a prioridade aos utilizadores que pensam em papel e não em web.</p>
<p>3.</p>
<p>3.1 <i>Conformance Question &#8211; Can users do what they want when they want? </i>Sim. Razoável.</p>
<p>3.2 <i>Evidence of Conformance</i> &#8211; Tudo aquilo que se poderia esperar num site do género. Mais uma vez o Guardian Unlimited é robusto dentro das convenções.</p>
<p>3.3 <i>Motivation</i> &#8211;  O Guardian não pune os utilizadores. Consegue um bom equilíbrio entre a robustez do paradigma de usabilidade do jornal e a flexibilidade da web.</p>
<p>4.</p>
<p>4.1 <i>Conformance Question &#8211; Do design elements such as objects and actions have the same meaning or effect in<br />
different situations? </i>Razoável.</p>
<p>4.2  <i>Evidence of Conformance</i> &#8211; A estrutura de links é mais ou menos consistente e o número de cliques entre a formulação da acção e a obtenção do material informativo é igual de tema para tema e de tópico para tópico.</p>
<p>4.3 <i>Motivation -</i> O utilizador sente-se em casa. A consistência potencia a valência afectiva da familiaridade do utilizador.</p>
<p>5.</p>
<p>5.1 <i>Conformance Question- Can users make errors which good designs would prevent? </i>- Sim.</p>
<p>5.2  <i>Evidence of Conformance</i> &#8211; O Guardian não tenta ir muito para além de padrões já estabelecidos na web. No teste com utilizadores todos os sujeitos foram ao fundo da página buscar o link para a declaração de privacidade quando este estava disponível numa barra mais perto do topo mas dentro de uma barra atafulhada. Há algum <i>clutter </i>nos menus mais ou menos anárquicos do site.</p>
<p>5.3 <i>Motivation -</i> Com a subdivisão em sites mais pequenos minimiza-se um impacto de cada erro.</p>
<p>6.</p>
<p>6.1  Conformance Question <i>- Are design elements such as objects, actions and options visible? Is the user forced to<br />
remember information from one part of a system to another. </i>Medíocre. O Guardian confia demasiado no poder dos títulos.</p>
<p>6.2 <i>Evidence of Conformance </i>- Mais uma consequência da grande subdivisão do site principal em pequenos sub-sites temáticos com a sua identidade gráfica própria e secções próprias diferentes de site para site.</p>
<p>6.3 <i>Motivation </i>- Não tem grande impacto na usabilidade.</p>
<p>7.</p>
<p>7.1 <i>Conformance Question &#8211; Are task methods efficient and can users customise frequent actions or use short cuts?</i> Não apliável dado contexto do sistema: únicos recursos disponíveis são os do browser e integrar opções de configuração só iria maçar o utilizador que quer só e apenas ser informado.</p>
<p>7.2 <i>Idem</i></p>
<p>7.3 <i>Idem </i></p>
<p>8.</p>
<p>8.1 <i>Conformance Question &#8211; Do dialogues contain irrelevant or rarely needed information</i>? Mau. Como já foi mencionado, há um certo <i>clutter</i> nos menus.  A estruturação é anárquica e com bastantes pontas soltas.</p>
<p>8.2 <i>Evidence of Conformance</i> &#8211; Como já foi mencionado, há um certo <i>clutter</i> nos menus.  A estruturação é anárquica e com bastantes pontas soltas.</p>
<p>8.3 <i>Motivation</i> &#8211; Mais uma consequência da subdivisão em sites de secção.</p>
<p>9.</p>
<p>9.1 <i>Conformance Question &#8211; Are error messages expressed in plain language (no codes), do they accurately<br />
describe the problem and suggest a solution? </i>Excelente. Altamente funcional.</p>
<p>9.2 <i>Evidence of Conformance</i> &#8211; Uma página de endereço errado, em vez de meter um ecrã prédefinido com &#8220;Erro 404&#8243;, primeiro explica o que está mal, segundo põe a hipótese de o endereço ter sido incorrectamente introduzido, terceiro sugere a solução de o utilizador preencher um formulário rápido se localizar um link que não leve a lado nehum.</p>
<p>9.3 <i>Motivation &#8211; </i>Feedback pro-activo, sério e profissional sossega o utilizador, fá-lo pensar que está em boas mãos.</p>
<p>10.</p>
<p>10.1 <i>Conformance Question &#8211; Is appropriate help information supplied, and is this information easy to search<br />
and focused on the user’s tasks?</i> Não aplicável.</p>
<p>10.2 <i>Evidence of Conformance</i> &#8211; Não Aplicável.<br />
10.3 <i>Motivation &#8211; </i>O Guardian não podia acrescentar muito conteúdo não-informativo. Teve que haver um controlo rigoroso porque meter ajuda no quadro do conteúdo poderia diluir o âmbito informativo do site.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ergonomiaam11.wordpress.com/8/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ergonomiaam11.wordpress.com/8/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ergonomiaam11.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ergonomiaam11.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ergonomiaam11.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ergonomiaam11.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ergonomiaam11.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ergonomiaam11.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ergonomiaam11.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ergonomiaam11.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ergonomiaam11.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ergonomiaam11.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ergonomiaam11.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ergonomiaam11.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ergonomiaam11.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ergonomiaam11.wordpress.com/8/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ergonomiaam11.wordpress.com&amp;blog=141775&amp;post=8&amp;subd=ergonomiaam11&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Observações interacção Guardian.co.uk</title>
		<link>http://ergonomiaam11.wordpress.com/2006/03/21/observacoes-interaccao-guardiancouk/</link>
		<comments>http://ergonomiaam11.wordpress.com/2006/03/21/observacoes-interaccao-guardiancouk/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2006 17:41:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ergonomiaam11</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A partir da resposta de três utilizadores a três tarefas de interacção distintas envolvendo o site www.guardian.co.uk é possível extrapolar correctamente sobre o processo acção-feedback do sistema. É mais ou menos patente que embora a arquitectura do sistema seja ortodoxa no contexto de sites associados a jornais, o sistema é extremamente robusto (como aliás se poderá [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ergonomiaam11.wordpress.com&amp;blog=141775&amp;post=7&amp;subd=ergonomiaam11&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A partir da resposta de três utilizadores a três tarefas de interacção distintas envolvendo o site <a href="http://www.guardian.co.uk/">www.guardian.co.uk</a> é possível extrapolar correctamente sobre o processo acção-feedback do sistema. É mais ou menos patente que embora a arquitectura do sistema seja ortodoxa no contexto de sites associados a jornais, o sistema é extremamente robusto (como aliás se poderá ver no meu próximo post onde se avalia por exemplo a reacção do sistema a erros) e reduz o número de cliques ao máximo por forma a potenciar o acesso à informação. As boas-práticas na organização e aglutinação da informação seguidas pelo site não serão estranhas a este facto.</p>
<p> Ao passo que a maioria dos jornais se sente na obrigação de ter uma versão online apenas como forma de projectar parcialmente a publicação em papel na web, o que o Guardian-empresa faz é transformar a versão online do jornal Guardian num produto distinto e de direito próprio: o <em>Guardian Unlimited</em>. O Guardian Unlimited tem identidade própria no plano gráfico e de acessibilidade, e um certo grau de autonomia editorial face à edição em papel. As diversas secções temáticas têm direito a sub-sites no Guardian Unlimited, quando qualquer outra versão online de um jornal em papel colaria toda a informação num mesmo site. A principal vantagem em subidivir os temas é que desta forma subdeleã-se as tarefas de interacção, o que poderá explicar o reduzido número de cliques e o reduzido tempo de execução das tarefas (sem contar com latência). A desvantagem de ter um grande número destes caminhos de interacção em vez de integrar todas as tarefas no tronco de só um ou dois grandes caminhos para as tarefas é que o utilizador perde-se mais facilmente. Ou seja, a delegação da interacção em sub-tarefas permite ganhos em termos de superação do golfo da execução, mas leva a perdas no golfo da validação: o volume de feedback é dividido por vários subsites em vez de aparecer todo no site principal, o que significa que o feedback terá necessariamente que ser menos rico.  </p>
<p align="center">
<table cellspacing="0" cellpadding="0" border="1">
<tr>
<td valign="top"> </td>
<td valign="top">Teste</td>
<td valign="top">Utilizador 1</td>
<td valign="top">Utilizador 2</td>
<td valign="top">Utilizador 3</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Latência Tarefa 1</td>
<td valign="top">x</td>
<td valign="top">0</td>
<td valign="top">17s</td>
<td valign="top">15s</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Tempo Tarefa 1</td>
<td valign="top">6s</td>
<td valign="top">6s</td>
<td valign="top">7s</td>
<td valign="top">9s</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">número de cliques</td>
<td valign="top">2</td>
<td valign="top">2</td>
<td valign="top">3</td>
<td valign="top">2</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Erro s/n</td>
<td valign="top">n</td>
<td valign="top">n</td>
<td valign="top">n</td>
<td valign="top">n</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Latência Tarefa 2</td>
<td valign="top">x</td>
<td valign="top">19s</td>
<td valign="top">1m32s</td>
<td valign="top">60s</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Tempo Tarefa 2</td>
<td valign="top"> </td>
<td valign="top">3s</td>
<td valign="top">x</td>
<td valign="top">5s</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Número de cliques</td>
<td valign="top">2</td>
<td valign="top">2</td>
<td valign="top">8</td>
<td valign="top">3</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Erro s/n</td>
<td valign="top">n</td>
<td valign="top">n</td>
<td valign="top">s</td>
<td valign="top">n</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Latência Tarefa 3</td>
<td valign="top">4s</td>
<td valign="top">4s</td>
<td valign="top">8s</td>
<td valign="top">15s</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Tempo Tarefa 3</td>
<td valign="top">x</td>
<td valign="top">instant.</td>
<td valign="top">instant.</td>
<td valign="top">instant.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Número de cliques</td>
<td valign="top">1</td>
<td valign="top">1</td>
<td valign="top">1</td>
<td valign="top">1</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Erro s/n</td>
<td valign="top">n</td>
<td valign="top">n</td>
<td valign="top">n</td>
<td valign="top">n</td>
</tr>
</table>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ergonomiaam11.wordpress.com/7/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ergonomiaam11.wordpress.com/7/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ergonomiaam11.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ergonomiaam11.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ergonomiaam11.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ergonomiaam11.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ergonomiaam11.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ergonomiaam11.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ergonomiaam11.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ergonomiaam11.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ergonomiaam11.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ergonomiaam11.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ergonomiaam11.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ergonomiaam11.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ergonomiaam11.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ergonomiaam11.wordpress.com/7/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ergonomiaam11.wordpress.com&amp;blog=141775&amp;post=7&amp;subd=ergonomiaam11&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>GUARDIAN.CO.UK Testes com utilizadores</title>
		<link>http://ergonomiaam11.wordpress.com/2006/03/21/testes-com-utilizadores/</link>
		<comments>http://ergonomiaam11.wordpress.com/2006/03/21/testes-com-utilizadores/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2006 15:41:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ergonomiaam11</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi feita uma observação em campo com três utilizadores relativamente ao Guardian Unlimited (www.guardian.co.uk). As tarefas propostas eram 1. encontrar um artigo (essay) sobre a relação entre repressão sexual e extremismo que mencionasse o escritor japonês Kenzaburo Oe &#8211; mínimo de 6 segundos e dois cliques (&#8220;search go&#8221; e link na lista de resultados) na fase de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ergonomiaam11.wordpress.com&amp;blog=141775&amp;post=6&amp;subd=ergonomiaam11&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi feita uma observação em campo com três utilizadores relativamente ao <em>Guardian Unlimited</em> (<a href="http://www.guardian.co.uk/">www.guardian.co.uk</a>). As tarefas propostas eram 1. encontrar um artigo (<em>essay</em>) sobre a relação entre repressão sexual e extremismo que mencionasse o escritor japonês Kenzaburo Oe &#8211; mínimo de 6 segundos e dois cliques (&#8220;search go&#8221; e link na lista de resultados) na fase de testes pelo investigador &#8211; 2. Encontrar uma listagem de todo o material de que o Guardian dispõe sobre o Iraque &#8211; 21 segundos e dois cliques ( Secção Politics, Clique num dossier) &#8211; 3. Encontrar a política de privacidade do site &#8211; 4 segundos no teste.</p>
<p> Os utilizadores eram todos mulheres com 22 anos de idade e educação universitária.  Na primeira e terceira tarefas todos os utilizadores seguiram o caminho que já tinha sido delineado pelo investigador na fase de testes . Na segunda tarefa nenhum utilizador seguiu o caminho de teste.</p>
<p> O utilizador 1 (Sandra Costa) precisou de dois cliques &#8211; página principal barra de search e página de search títulos -  e de 6 segundos para encontrar o artigo &#8220;Extremism: Loser&#8217;s Revenge&#8221;.</p>
<p>A tarefa de retrieval em massa &#8211; Iraque  foi concluída após 21 segundos e dois cliques - o utilizador clicou em<em> World News</em>, e logo <em>special report Iraq</em>. É de salientar o tempo de latência relativamente elevado a alargar o Golfo da Execução. O Utilizador queixou-se da localização do dossier Iraque dentro da arquitectura do site e da falta de aglutinação da informação.</p>
<p>A última tarefa de um só clique é toda ela tempo de latência. Foi completada em 4 segundos. É de salientar que todos os utilizadores , nesta tarefa, foram buscar o link ao fundo da página quando havia um link disponível mais perto do topo numa página lateral.</p>
<p>O utilizador 2 (Ana Rita Monteiro), em vez de recorrer à barra de search lateral, gastou um clique para ir para uma página dedicada ao search (<em>search archives</em>) depois disso foi buscar o artigo normalmente &#8211; mais dois cliques. Elevado tempo de latência. Total foi 24 segundos.</p>
<p>A segunda tarefa deu em erro. Seis cliques. O utilizador andou para trás e para a frente entre <em>Search Archive</em> e <em>World News</em>. Desistência ocorreu após 1 minuto e 32 segundos</p>
<p> A última tarefa foi concluída em 8 segundos.</p>
<p> O utilizador 3 (Ana Sofia Ferreira) demorou 24 segundos e dois cliques (search bar, título artigo) a encontrar o <em>essay</em>.</p>
<p> A segunda tarefa foi concluída com sucesso após um minuto e cinco segundos (elevadíssimo período de redundância).</p>
<p>A última tarefa teve igualmente latência elevada (15 segundos).</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ergonomiaam11.wordpress.com/6/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ergonomiaam11.wordpress.com/6/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ergonomiaam11.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ergonomiaam11.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ergonomiaam11.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ergonomiaam11.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ergonomiaam11.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ergonomiaam11.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ergonomiaam11.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ergonomiaam11.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ergonomiaam11.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ergonomiaam11.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ergonomiaam11.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ergonomiaam11.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ergonomiaam11.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ergonomiaam11.wordpress.com/6/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ergonomiaam11.wordpress.com&amp;blog=141775&amp;post=6&amp;subd=ergonomiaam11&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>versão sem secção Optimizações CRÍTICA CBC-OUTBURST A PARTIR DO CONCEITO DE INTERACÇÃO EMOCIONALMENTE RICA</title>
		<link>http://ergonomiaam11.wordpress.com/2006/03/13/versao-sem-seccao-optimizacoes-critica-cbc-outburst-a-partir-do-conceito-de-interaccao-emocionalmente-rica/</link>
		<comments>http://ergonomiaam11.wordpress.com/2006/03/13/versao-sem-seccao-optimizacoes-critica-cbc-outburst-a-partir-do-conceito-de-interaccao-emocionalmente-rica/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Mar 2006 17:28:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ergonomiaam11</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ergonomiaam11.wordpress.com/2006/03/13/versao-sem-seccao-optimizacoes-critica-cbc-outburst-a-partir-do-conceito-de-interaccao-emocionalmente-rica/</guid>
		<description><![CDATA[Na introdução à sua análise do fórum Outburst da CBC, Alissa Antle refere que, após um processo analítico , certos elementos “únicos” foram integrados no design do site desde o início. O que eu questiono é se estes elementos de que fala o trabalho de A. Antle são realmente únicos. Não é segredo nenhum que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ergonomiaam11.wordpress.com&amp;blog=141775&amp;post=4&amp;subd=ergonomiaam11&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na introdução à sua análise do fórum Outburst da CBC, Alissa Antle refere que, após um processo analítico , certos elementos “únicos” foram integrados no design do site desde o início. O que eu questiono é se estes elementos de que fala o trabalho de A. Antle são realmente únicos. Não é segredo nenhum que a maior parte do material dirigido a crianças na web é extremamente conservador em termos de arquitectura da informação e design do interface. Parece que quase ninguém quer correr riscos quando se trata de desenvolver conteúdo para crianças. Utiliza-se sempre a mesma abordagem de pegar num design da interacção o mais ortodoxo possível (Frames ou algo semelhante que já caiu em desuso em 1998) com um tema gráfico que é infantilizado (esquema de cores infantil, linguagem de cartoon). É por isso que eu questiono o carácter supostamente único de ter “um interface visualista com ar de cartoon”, “uma distinção entre expressão pública e expressão privada” e “o uso de guias virtuais”. Tudo isto que é apontado como sendo único dos fórums Outburst parece a descrição do conceito para o design de mais um qualquer produto interactivo para crianças.</p>
<p> </p>
<p><font size="3">Até que ponto orientar a identidade gráfica do site no sentido do cartoon é eficaz? O argumento mais óbvio é de que as crianças já estarão familiarizadas com a linguagem. As cores primárias sólidas e fortes, o tipo carregado e apelativo, etc. O problema é que o aspecto de cartoon cria recursos de interacção (familiaridade, impacto visual) somente na via do design gráfico, e mesmo aí a sua eficácia tem limites. O balão de banda-desenhada pode facilitar algumas distinções de contexto da interacção (se uma mensagem postada no fórum é privada ou pública) mas não permite superar eficazmente o golfo da execução e muito menos o golfo da validação (v. António Damásio). Um site cuja razão de ser é nada mais nada menos que permitir às crianças exprimirem as suas respostas emocionais à actualidade deveria integrar pares acção-resposta emocionais nas mais ínfimas instâncias de interacção. O que o Outburst faz é meramente ficar-se pelas questões visuais maiores. Não chega a entrar nas questões de pormenor relacionadas com o acto de interagir com o site em si. E é aqui que reside a resposta. ~</font></p>
<p><font size="3"></font></p>
<p><font size="3">No trabalho <i>Touch me, Hit Me and I Know How You Feel: A Design Approach to Emotionally Rich Design</i>, S. Wensveen, K. Overbeeke e T. Djajadiningat propõem que o feedback não deve ser gratuito, mas sim um fenómeno maior inerente ao design da interacção. O maior problema do Outburst é que o Feedback é tomado por garantido, como se fosse um favor que é feito ao utilizador. O Outburst já “faz o favor” aos utilizadores da faixa etária dos 8 aos 12 anos de substituir as janelas de PM por balões de banda-desenhada, e parece sentir-se desobrigado de os transportar de um lado ao outro do golfo da execução. O Avatar do <i>Outburst</i> lança o utilizador no golfo da execução mas não o supera de uma forma completa por falta de feedback nos mais ínfimos pormenores da interacção. Não basta aplicar as normas já utilizadas em outros sites com o mesmo público-alvo. Se se quer potenciar a resposta emocional do utilizador não basta ser visual, há que investir em valências de ordem táctil. Entra aqui o conceito de Expressividade das Acções do Utilizador e Expressividade do Feedback do produto. Onde o Outburst falha é precisamente porque não providencia alcance à acção do utilizador. A resposta emocional das crianças canadianas à actualidade tem que se cingir a algo tão limitado como o clique amorfo em botões inexpressivos. Aos utilizadores é pedido que se expandam só através do conteúdo escrito quando há uma série de oportunidades para a expressão que são despediçadas na interface mono-dimensional. E isto tudo relaciona-se só com as questões do golfo da execução. A pobreza do Feedback num sistema profundamente relacionado com a resposta emocional do utilizador torna o golfo da validação intransponível.</p>
<p>A distinção entre expressão pública e privada no Outburst é, como já vimos, efectuada mediante distinções fundamentalmente visuais. A mecânica que rege toda esta distinção é fundamentalmente a estutura seguida tradicionalmente em fórums. A forma primária de expressão de emoções no Outburst é a escrita. Ora, dado o público-alvo do Outburst é inteiramente possível que os utilizadores ainda não se sintam inteiramente capazes e à vontade para exprimir emoções complexas por escrito. Aqui, mais, uma vez,importaria optimizar a expressividade do interface, quer no tocante às acções do utilizador, quer no tocante ao Feedback do sistema, por forma a providenciar um alcance na interacção dentro o qual caibam as respostas emocionais do utilizador em cru, de uma forma directa, sem ter que passar pela transposição para escrita que em crianças entre os 8 e os 12 anos irá quase sempre implicar uma redução.</p>
<p></font></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ergonomiaam11.wordpress.com/4/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ergonomiaam11.wordpress.com/4/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ergonomiaam11.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ergonomiaam11.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ergonomiaam11.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ergonomiaam11.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ergonomiaam11.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ergonomiaam11.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ergonomiaam11.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ergonomiaam11.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ergonomiaam11.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ergonomiaam11.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ergonomiaam11.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ergonomiaam11.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ergonomiaam11.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ergonomiaam11.wordpress.com/4/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ergonomiaam11.wordpress.com&amp;blog=141775&amp;post=4&amp;subd=ergonomiaam11&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Usabilidade do sistema SIGARRA segundo critérios da ISO 9241  &#8211; Eficácia, Eficiência e Satisfação no Uso</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Mar 2006 19:48:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ergonomiaam11</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>No caso do Sigarra, antes de se proceder a uma qualquer análise da usabilidade dos sistema e da aplicabilidade da norma ISO 9241, importa estabelecer qual o alcance do uso normal do site por um utilizador tipíco. Verifica-se que o Sigarra é algo ambíguo no que se refere aos objectivos para a utilização. Temos aqui uma ferramenta crucial para a vida de milhares de pessoas. Há informação actualizável no Sigarra para a qual não pode haver margem de erro no acesso, sobre a qual não pode haver dúvida rigorosamente nenhuma uma vez que alunos e professores da Universidade do Porto dela dependem para estruturar as suas vidas. E no entanto vemos o Sigarra, particularmente a parte do sistema que diz respeito à Faculdade de Letras, a dar-se ares de ligeireza em termos de conteúdo.</p>
<p>As notícias, generalidades e anúncios de actividades mais ou menos facultativas em relação ao núcleo do processo académico de ensino de capacidades e de acreditação dessas capacidades coabitam, e mal, com informação burocrática incontornável para o funcionamento normal da instituição. O que passa no Sigarra-FLUP, no tocante à perspectiva sobre o conteúdo é que as notícias e tudo o que é informação nativa da internet, criada por e para o hipertexto, de utilidade “pegar ou largar” e com uma elevada tolerância em termos de usabilidade – baixa-fidelidade e paradigma do surfar &#8211; estão justapostas à informação de natureza burocrática pensada desde há 150 anos para o offline (burocracia de repartição em papel), absolutamente indispensável e com uma tolerância extremamente reduzida na usabilidade – alat-fidelidade e paradigma do <i>information retrieval</i> levado ao extremo num processo delicado onde não pode haver erros e a informação tem que ser disponibilizada a tempo e horas e sem cortes.</p>
<p>Falo aqui em tolerâncias precisamente porque a norma ISO 9241 entende a Usabilidade como um fenómeno científico mensurável. O Sigarra-FLUP, em termos de gestão de conteúdos e actualização continuada da sua própria usabilidade funciona com estas duas tolerâncias extremas ao mesmo tempo. O que acaba por acontecer é que todo o design da interacção acaba muito naturalmente por pender para o uso nativo da web e para a tolerância a erros elevada no acesso (baixa-fidelidade) e assim as secções de notícias e generalidades tornam-se uma barreira no acesso aos conteúdos mais rígidos e objectivos (alta fidelidade das matrículas, ordenados, etc.).</p>
<p>Os utilizadores do sistema Sigarra tornam-se utilizadores do sistema à força porque o uso do Sigarra surge por defeito na vida académica normal. Não há escolha. Isto vai contra tudo aquilo que a internet representa. O facto de o uso de alta-fidelidade do Sigarra que é transplantado da burocracia em papel estar colado (como um post-it ou uma nota de rodapé) à ortodoxia do uso de baixa-fidelidade significa que teria que haver um sistema de verificação de estado da aplicação e de detecção e correcção de erros extremamente apurado. Não há. Contribuiria igualmente para a eficácia do sistema ter uma separação clara do uso mais adepto do browsing que o utilizador faz por vontade-própria e do uso de <i>information-retrieval</i> a doer que o utilizador faz porque a isso é obrigado.</p>
<p>Analisemos um processo pontual mas que acaba por ser uma das razões de ser do sistema: as matrículas.</p>
<p>Do ponto de vista do utilizador o Sigarra tem dois níveis. Um primeiro nível é tudo aquilo a que se pode aceder sem fazer a autenticação, e que é gerido pelos elementos fixos da barra da esquerda. O segundo nível é o nível da informação contextual da barra da direita cujo conteúdo é determinado pela secção clicada na barra da esquerda ou pela autenticação. Temos assim um processo binário, em que o primeiro nível configura a interacção para o segundo nível. Este sistema poderia dar origem a um uso eficaz (precisão do sistema) e eficiente (economia de tempo) e gerar uma separação clara entre o conteúdo de baixa-fidelidade (primeiro nível) e o de alta-fidelidade (segundo nível). A funcionalidade existe de raiz no sitema. Mas o problema é que não é utilizada.</p>
<p>No caso das matrículas o utilizador é obrigado a procurar no primeiro nível sem encontrar nenhuma referência ás matrículas, é depois obrigado a procurar no segundo nível com uma série combinações entre o primeiro e segundo nível e é só por acaso que descobre que, dado que desencadear o processo de matriculação só é necessário uma vez por ano, em datas irregulares, o link para iniciar a matriculação online não está nem no primeiro, nem no segundo nível, mas sim num terceiro nível, que é o nível da página ao centro que aprensenta o que se selecciona na barra da esquerda, mas que assim quando se abre o site contém uma página por defeito com um bloco centrado com funções auxiliares (Apresentação, Bolsa de Emprego, Biblioteca, Projecto e-U na FLUP, Investigação &amp; Desenvolvimento) e que parece uma sobreposição ao menu da esquerda. São funções que deviam ter entrado de raiz mas não se pensou nelas e agora são transformadas num post-it. Por baixo deste post-it temos um outro post-it – com “notícias”, e que na realidade cobre todo o conteúdo que a arquitectura de interacção do sistema não preparada para suportar, como o seja uma função que é utilizada uma só vez por ano mas tem que ter uma fiabilidade (eficácia) absoluta. E neste terceiro nível que só existe por causa do <i>chunking</i> que reside o link para activar o processo de matriculação, que é tratado como um evento pontual quando na realidade é uma das funções que justificam a existência do Sigarra.</p>
<p>Já que descrevemos muito por alto os problemas do sistema mediante um evento incontornável na utilização, analisemos a conformidade com a norma ISO 9241. Comecemos pela descrição do utilizador-tipo do sistema. Trata-se de utilizadores de ambos os sexos, com educação universitária, com a esmagadora maioria dos alunos na faixa etária dos 18 aos 23 mas com os doecentes a poderem ir dos 26 aos 60 anos. Mais uma vez o Sigarra se depara com uma dualidade. Por um lado é possível esperar um grau de tecnofilia numa fracção razoável dos alunos, dada a sua faixa etária e o grau de estudo académicos. Por outro lado capacidade dos professores para encontrarem a informação no seio do sistema pelos seus próprios meios logo à partida varia bastante, embora se trate de utilizadores com um elevado grau de educação e muitos deles com formação específica em áreas técnicas, ou do design, ou da psicologia ou da gestão de informação. Onde o Sigarra falha de forma bastante espectacular é no facto de não ajustar o uso a nenhum dos níveis de habituação ao uso da internet. Não se reproduzem esquemas de utilização já bem reconhecidos o que poderia ser um recurso importante para os utilizadores tecnófilos (não obstante a aproximação à já muito batida interacção por frames), mas também não se acomoda os utilizadores tecnofóbicos. É preciso ter uma certa habituação a sites com esquemas de utilização datados para utilizar o Sigarra, mas ao fim e ao cabo acaba-se por ter de recorrer à tentativa e erro.</p>
<p>Há uma nítida falta de feedback que seria crucial para o utilizador realizar com segurança todas as operações delicadas e essenciais à sua profissão ou estudo que têm necessariamente que passar pelo Sigarra. Uma vez que não há verificação do estado do utilizador, gera-se por um lado uma quebra na eficácia no uso, porque não há precisão nas actividades que se desenvolvem, e por outro lado uma quebra na satisfação no uso, porque o utilizador sente-se desconfortável e receoso no processo que primeiro gera anxiedade porque a falta de eficácia significa que não se controla os erros e segundo porque, como se vai ver a seguir, o processo demora muitíssimo mais tempo do que deveria por falta de eficiência na gestão dos recursos de utilização. O Sigarra tem falta de eficácia e gera uma percepção negativa ou, na melhor das hipóteses, indiferente do sistema no utilziador (baixa satisfação).</p>
<p>Do ponto de vista da eficiência do uso, o facto de as limitações da arquitectura de utilização do primeiro e segundo níveis darem origem a um terceiro nível de <i>chunking</i> significam que uma medição com a Lei de Fitt terá necessariamente que indicar uma péssima gestão dos recursos de interacção. A economia de tempo e de distância percorrida pelo cursor é quase catastrófica, uma vez que o utilizador do Sigarra irá necessariamente procurar nos elementos fixos e de confiança (barra da esquerda e barra da direita) as funções nas quais necessita de fiabilidade e confiança (matrículas por exemplo). Há toda uma questão de elementos postos a flutuar no centro de um display terem menos relevância e serem explorados em último muito antes de elementos nas bordas que o Sigarra pura e simplesmente ignora. A Lei de Fitt engloba igualmente a questão da dimensão dos elementos que não está de forma alguma cuidada. Há demasiado tempo/distância entre o utilizador e aquilo de que precisa, ou, por outras palavras, falta de eficiência no uso.</p>
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		<title>Hello world!</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Mar 2006 17:23:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ergonomiaam11</dc:creator>
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